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22/12/2006 - CORREIO DO POVO
Consumo de aço cresce 11% no RS
Previsão para 2007 é otimista, com desempenho melhor do que o registrado em 2006, diz a AARS
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'Mercado mundial ajudou', observou José Antônio Martins
O consumo de aço no Rio Grande do Sul cresceu 11% este ano, mas ainda está abaixo do 1,2 milhão de toneladas registrado em 2004. Segundo o presidente da Associação do Aço do Estado (AARS), José Antônio Martins, o consumo ficará em 950 mil toneladas, devendo atingir o patamar de dois anos atrás ao final de 2007. 'Será um ano melhor do que 2006.' Martins projeta crescimento entre 3,5% e 4% para a economia do país.
O dirigente atribuiu o desempenho do setor este ano à recuperação da agricultura e ao incremento na demanda das indústrias de transportes e autopeças. O comportamento no preço do aço no mercado mundial também ajudou, diz ele. Os aumentos ficaram entre 7% e 10%, com queda em alguns produtos, ao contrário de 2005, quando os preços mundiais da commodity dispararam. Martins explicou ainda que o mau desempenho da indústria gaúcha em relação à nacional não prejudicou as empresas locais, já que mais da metade da produção é comercializada fora do Estado.
Para 2007, as projeções são otimistas, embora o setor tema perder competitividade em relação aos concorrentes nacionais, devido à ameaça de corte no incentivo fiscal que o governo estadual concede como subsídio ao custo do frete, estimado em 8%. 'Se for cortado, as empresas do RS não terão condições de competir', declarou Martins. A ameaça de manutenção da atual alíquota de ICMS sobre combustíveis, energia elétrica e telecomunicações e de aumento de 17% para 18% na alíquota geral também preocupam a AARS. Nacionalmente, o entrave é a falta de investimentos em infra-estrutura.
Com desempenho atrelado à agricultura, a AARS encomendou estudo sobre o cenário do setor nos próximos cinco anos. O levantamento mostra que 2007 marcará o início da recuperação na agricultura, ainda que o RS precise de ao menos dois anos para equilibrar a situação financeira dos produtores e deflagrar investimentos.
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